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PodCAST Escola Na Rua | 2ª Temporada

Conheça os 08 Episódios

Esta temporada invade o Cerrado além do território para escutar a voz de quem molda a identidade da capital: da ancestralidade indígena e afro aos saraus periféricos, do forró candango à catarse das quadrilhas juninas, das linhas escritas por mulheres à subversão do teatro de rua.

Episódio #1:
Punho Cerrado

Episódio #2:
As Raízes Profundas do Cerrado

O Cerrado não é paisagem; é manifesto. Este episódio invade o Distrito Federal para mostrar o bioma como asfalto, raiz retorcida e rádio a pilha. Da ancestralidade à poesia marginal que racha o concreto, o Cerrado atravessa saberes e expressões contemporâneas. O chão seco sangra arte, identidade e urgência. A terra ferve cultura viva.

Brasília não nasceu do nada em 1960. O chão já tremia muito antes. Resgatamos a memória cravada no corpo, no tambor e na oralidade das aldeias urbanas e heranças afro-brasileiras que o apagamento tentou sufocar. É a ancestralidade indígena e negra que segura o céu do quadradinho e mantém viva a resistência no território.

Episódio #3: Urbanidades

Episódio #4: Meu Nordeste é o Cerrado

A rua não é passarela, é campo de batalha. O rap descasca a realidade, o grafite invade o cinza dos muros e as batalhas de rima viram tribunais e palcos da juventude periférica. Das praças esquecidas ao centro do poder, a cultura hip-hop surge como movimento social e literatura viva que reescreve e confronta a capital.

Os calos nas mãos dos candangos desenhou as curvas da utopia planejada. O Nordeste não veio só entregar força de trabalho; veio fincar a bandeira do forró, o cheiro do coentro nas feiras rústicas e a pulsação de uma migração que transformou poeira vermelha em lar, afeto e identidade. Brasília pulsa com o coração nordestino.

Episódio #5: Brasília Caipira

Episódio #6: Quadrilha só se for Junina

Atrás do concreto modernista, o Centro-Oeste cobra o pedágio do interior. A viola caipira racha o silêncio da cidade planejada e lembra que esse chão é feito de poeira, romaria rústica, cavalgada e tradição rural. Brasília também é feita de terra batida, Centro-Oeste profundo que sobrevive forte na sola da bota.

Muito além do feriado comercial: o movimento junino no DF é a alta costura da periferia, teatro de arena e suor comunitário. Quadras e asfalto viram palcos gigantescos onde a juventude gasta a sola do tênis para manter aceso o espetáculo e a identidade da rua. É a comunidade organizada em seu estado mais puro de catarse.

Episódio #7: A Cidade que Brinca

Episódio #8: As Mulheres que Escrevem o DF

Quem tem direito aos palcos da rua? O circo itinerante, o mamulengo e os contadores de histórias transformam a arquitetura rígida em playground de subversão. Garantir o direito ao delírio, à infância e ao brincar na praça pública é o ato mais político, estético e urgente que restou para humanizar a nossa fria engrenagem urbana.

A caneta delas rasga o Cerrado. Escritoras, poetisas de slam e pesquisadoras usam a palavra escrita e falada como estilhaço para narrar a solidão do concreto, o cotidiano das esquinas periféricas e a vivência feminina visceral no território. A literatura do quadradinho tem voz, útero, margem e punho firme.